A primeira grande etapa do Lés-a-Lés 2025 uniu Penafiel a Alcobaça.
O roadbook indicava 426 quilómetros e a organização sugeria mais de 12 horas de percurso.

Necessário madrugar e sair pela fresquinha e por isso os primeiros bravos deixaram Penafiel pelas 5h30. No LaL cada participantes tem uma horário, de saída, e um intervalo de referência que deve respeitar ao longo de cada um dos pontos de paragem.
Assim, as motos de menor cilindrada – sempre muito acarinhadas pelo pelotão – foram as primeiras a fazerem-se à estrada para um dia que se adivinhava longo, muito longo, rumo a Alcobaça. Ao longo de mais de quatrocentos quilómetros, os motociclistas cruzaram cinco distritos (Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra e Leiria), oito serras (Montemuro, Freita, Arada, Caramulo, Buçaco, Soure, Aire e Candeeiros) e mais de uma dezena de rios (Tâmega, Douro, Bestança, Paiva, Alfusqueiro, Mondego, Ceira, Anços, Arunca, Liz e Alcoa), o que diz bem da riqueza do percurso e do enorme trabalho desenvolvido pela Federação de Motociclismo de Portugal.
Ao longo do percurso são vários os pontos de paragem obrigatória, seja para dar descanso às máquinas, seja para abastecer o corpo e a alma. Tudo está pensado para garantir que o Lés-a-Lés é mais do que um mero passeio de moto.

Saindo de Penafiel, a caravana rumou à Barragem do Carrapatelo – uma estreia no Lés-a-Lés – por entre estradinhas que a todos despertaram para o verdadeiro espírito do LaL. Com a serra de Arouca na mira, os aventureiros tiveram ainda oportunidade de cruzar a mítica aldeia abandonada de Drave – atualmente convertida em pouso de escuteiros ao longo do ano – ou a Torre de Vilharigues. A passagem por Arouca – cruzando os passadiços e ainda a ponto suspensa – foi o mote para levar os presentes até à Serra da Freita, onde a passagem pelo «Portal do Inferno» foi um dos pontos altos.
Após deixar a serra, a caravana seguiu com o azimute em São Pedro do Sul – ponto de paragem de anteriores edições –, região conhecidas pelas suas Termas antes de cruzar a serra do Caramulo e conhecer Vouzela.
Num dia longo, não havia tempo para paragens – exceção feitas ao pontos Oásis – pelo que a travessia do Mondego fez-se em ritmo de pé ligeiro. A visita à praia do Reconquinho, em Penacova foi certamente, para os presentes, outros dos pontos altos do dia.
Oportunidade ainda para conhecer a história do Castellum de Alcabideque, construído há 2000 anos pelos romanos para levar a água a Conímbriga ao longo de 3500 metros de condutas, ora em subterrâneo ora em aqueduto e ainda a bonita localidade de Soure.

A bom ritmo, mais volante, com as curvas a dar lugar a retas, a caravana foi descendo rumo a Alcobaça, com passagem pelas praias de Pedrogão e de Vieira de Leiria antes de esbarrar na Benedita onde teve lugar o maior Oásis da história do evento – com visita à Benecar.
Até ao mosteiro de Alcobaça foi um pulinho, ainda que muitos dos participantes tivessem chegado já depois da hora de jantar, o que diz bem do esforço empregue.
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