
O nome Explorer e mais conhecido nas terras do tio Sam do que no velho continente, fruto de um modelo de maiores dimensões, que arrancou a comercialização em 1991, equipada com motores a gasolina, que de económicos não tinham muito, pois eram V6 ou V8…Fruto da evolução tecnológica e imposições “legais” ao longo destes anos, o Ford Explorer conheceu as estradas europeias, com a comercialização em modo 100% elétrico. Com um design mais “quadrado”, mas com linhas bonitas, o novo SUV da Ford é sem dúvida um automóvel diferente, que faz rodar muitas cabeças.

Por “baixo” dos diferentes painéis, encontram-se muitos elementos da Volkswagen, ajudando a impulsionar a expansão da Ford em veículos elétricos e sobretudo ganharem mais competitividade económica – situação que muitos construtores europeus estão a definhar. Partilhando alguns componentes como o Volkswagen ID.4 ou ID.5, o novo Ford junta-se ao Mustang Mach-E (leia o teste em Motormag) e ao novo Ford Capri.
Com 4,47m de comprimento, o Ford Explorer usa o mesmo sistema de propulsão que o grupo VW, ou seja, as mesmas baterias de iões de lítio e motores elétricos. A capacidade da bateria está disponível em duas capacidades: 77 kWh e 79 kWh (líquidos). A bateria mais pequena é a usada pela variante de tração traseira de 170 e 286 CV e a mais elevada, presente na variante com tração às quatro rodas, equipada com dois motores elétricos (um em cada eixo), com uma potência máxima combinada de 340 CV. Esta última foi a versão que testamos!
Despachado em cidade, graças ao binário de 545 Nm, torna o Explorer um automóvel fácil de utilizar e confortável. As suspensões apresentam um compromisso conforto/comportamento ideal, com a carroçaria com pouco adorno mesmo a ritmos mais exigentes, e, ao mesmo tempo, a absorver parte das irregularidades da estrada sem beliscar a vida a bordo.
A visibilidade é boa graças ao posicionamento elevado do posto de condução e à ampla superfície vidrada. As ajudas ao condutor são extensas e tornam a vida a bordo do Ford Explorer mais fácil. A câmara 360º, o cruise control adaptativo, as ajudas a manutenção da faixa, traduzem-se em facilidade de utilização em cidade, estrada ou autoestrada. O único senão é que alguns avisos, como o da velocidade, só são permitidos desligar numa viagem, ou seja, basta desligar e ligar o Explorer e os avisos voltam a estar ativos, o que se torna aborrecido em determinadas alturas.

No interior, destaque para o amplo ecrã central de 14,6 polegadas, que pode ser ajustado manualmente em termos de ângulo. Este posicionamento e característica proporcionam um compartimento totalmente fechado e com bastante espaço. Uma solução engenhosa para ocultar os objetos da vista dos larápios. Integrando todo o controlo de multimédia, incluindo Android Auto e Apple Car Play, a unidade ensaiada possuía um sistema de som fabuloso, desenvolvido pela Bang & Olufsen. As dimensões do ecrã são generosas o suficiente para integrar os comandos da climatização, contudo, o seu manuseamento requer habituação e prática…sinceramente, ainda preferimos os comandos físicos.
Ainda no interior, vemos a influência da Volkswagen, com o controlo da iluminação, e até o seletor de velocidades a ser igual aos modelos da marca alemã.
O teto panorâmico de amplas dimensões proporciona boa luminosidade interior, enaltecendo o espaço que os passageiros traseiros usufruem. Este SUV tem um caráter familiar bastante expressivo, pois o espaço nos bancos traseiros é bastante amplo.
A bagageira, possui 450 litros de capacidade, sendo totalmente plana, apesar de existir um compartimento na parte inferior, ideal para a colocação dos cabos de carregamento.
Por falar em carregamento, em fast charge, ou seja, DC, a bateria aceita cargas até 185kWh, o que permite carregar de 10 a 80% em 26 minutos. Quanto a consumos, quando iniciamos o teste, ao longo dos 360 quilometros que realizamos, numa utilização entre cidade, estrada e auto estrada, apresentou um consumo de 20.2 Kwh, que para as dimensões do Explorer nos pareceu muito bom. Quando levantamos o Explorer a bateria estava a 100% e o painel apresentou 480 quilómetros, o que acabou por se revelar um pouco otimista. A autonomia real ronda os 380 kms. Aproveitamos para carregar, um pouco ao longo da viagem e o carregador de bordo consegue atingir os 11 kWh.
Relativamente a preços, o Ford Explorer arranca nos 45.837€, contudo a versão ensaiada, por possuir alguns extras como o teto panorâmico, pack Driver, jantes de 21 polegadas, etc, eleva-se para os 63.178€. A Ford Lusitânia neste momento encontra-se com uma campanha que permite um desconto de 5.535€ sobre preço base (veiculo e opções de fábrica) assim como encontra-se um apoio à retoma de 1.845€.

































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