
A segunda etapa da 27ª edição do Portugal de Lés-a-Lés prometia ser mais calma. Os números anunciados pela Federação davam conta de 275 quilómetros e cerca de 9h00 de condução. “Fácil” em comparação com o dia anterior.
De Alcobaça o pelotão rumou até Portalegre, percorrendo Portugal «De Lado a Lado», unindo o Oeste à zona raiana do Alentejo. Uma proposta de Federação de Motociclismo de Portugal que se revelou aposta ganha.
O dia anunciava-se mais tranquilo mas as elevadas temperaturas – com os termómetros a rondarem sempre os 35º graus – obrigavam a esforço adicional.
As «cinquentinhas» davam o mote deixando o palanque pelas 6h00 e a restante caravana foi-se fazendo à estrada a conta gotas. Pela frente estavam as serras de Aires e Candeeiros, cruzando os concelhos de Alcobaça e Porto de Mós.
Com um percurso a serpentear, oportunidade de conhecer o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, cujas fundações remontam, pelo menos, ao Sec. I, e que foi conquistado aos Mouros em 1129 por D. Afonso Henriques.

A passagem por Constância permitiu conhecer a terra onde viveu Luis Vaz de Camões, antes de chegar ao Sardoal, para depois conhecer o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado, no Vale do Tejo.
A caravana cruzou depois as localidades de Belver, Gavião e Nisa, antes de se envolver no Parque Natural da Serra de São Mamede, até estacionar em Castelo de Vide. Uma oportunidade de conhecer a recém-inaugurada Casa da Inquisição – que revela de forma hiper-realista, algumas das atrocidades cometidas na Idade Média pela Igreja Católica em nome do cristianismo.
Com os quilómetros a fazem-se a bom ritmo, chegamos à sempre espetacular Marvão, `com oportunidade única de percorrer o interior do centro da vila, antes de fazer os últimos quilómetros até Portalegre.

Uma etapa que se revelou mais acessível e tranquila permitindo recuperar do dia anterior e preparar o corpo e alma para o último dia, que se avizinhava, de novo exigente.




























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