
Foi em clima de festa que terminou a 27ª edição do Lés-a-Lés.
O último dia daquele que é o maior evento mototuristico da Europa mostrou ser desafiante. A Federação de Motociclismo de Portugal anunciava 10h30 de tempo necessário para percorrer os 465 quilómetros que uniram Portalegre a Faro. Para se ter uma ideia diga-se que, numa simples consulta pelo «google maps» é possível unir estas duas cidades em 3h36 e 382 quilómetros e, mesmo solicitando «evitar auto estradas e portagens» os números seriam necessárias apenas 4h21 e percorrer 343 quilómetros. É fácil perceber a riqueza que o percurso desenhado pelo «LaL» é singular e feito de modo a que possa ser apreciado.

Um dia em que as condições climatéricas sofreram alterações e que, apesar do calor, a temperatura baixou e houve mesmo lugar a curtos períodos de chuva. Nada que demovesse as centenas de motociclistas presentes.
A passagem do Alentejo costuma ser mais rolante mas a organização manteve a sua dedicação para travar os excessos e direcionou os participantes para as “ruinhas” e ruelas, presenteando-os com recantos únicos, como é apanágio do Lés-a-Lés.

Rumo a Faro, os participantes foram convidados a cruzar a barragem do Caia, que forma a maior albufeira do distrito de Portalegre, antes de chegar a Elvas, onde o aqueduto se revela com toda a sua imponência. Um pouco mais frente outro local de rara beleza que só esta organização sabe apresentar, com a passagem de Alandroal, junto ao rio Guadiana.
Um pouco mais abaixo, oportunidade de conhecer a Ermida da Srª da Boa Nova – o santuário mariano mais antigo a sul do Tejo. Com o percurso a fazer a passos largos, a caravana depois de passar Baleizão, ainda percorreu alguns quilómetros ao longo da «Nacional 2» – a mais longa estrada nacional portuguesa – com visita a Castro Verde e Almodôvar.

A terminar, a serra de Monchique, a fronteira para entrar na região do Algarve, com oportunidade para revisitar o alto do Malhão – onde este ano, durante a Volta ao Algarve, o “nosso” João Almeida bateu o pé a um tal de Jonas Vingegaard (ex-vencedor da Volta à França). E foi lá n alto que os motociclistas carimbaram o 18º e ultimo Oásis desta edição, iniciando depois a descida até desaguar em Faro.
O palanque final, na praça Manuel Bívar, pôs um ponto final num percurso que totalizou 1263 quilómetros de descoberta de um Portugal que, embora pequenino em tamanho, se revela, ano após ano, gigante em história e beleza.

Por isso, em tom de encerramento resta apenas dizer: Aos que nunca foram: “venham!”; e aos que já foram fica um “Até já”.


























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