A edição de 2026 do Lés-a-Lés Clássico juntou umas boas centenas de motos. A Federação de Motociclismo de Portugal fez deste um evento de características únicas em que o tema clássico se revelou muito para além das duas rodas.

Lamego acolheu o arranque a II edição do Lés-a-Lés Clássico. Um evento que segue as regras do Lés-a-Lés convencional mas reservado a participantes em que, a moto tenha mais de 30 anos; ou o binómio – moto, motociclista – perfaça 100 anos. Durante três dias, e um total de cerca de 450 quilómetros.
O princípio é o mesmo do modelo habitual mas com muito mais charme.
Uma oportunidade única para dar uso aos modelos mais antigos e simultaneamente conhecer toda uma cultura.
O primeiro dia arrancou de Lamego, com as habituais verificações técnicas e documentais. Pelo caminho oportunidade de conhecer uma verdadeira peça de arte, o relógio intitulado RIJOMAX, criado por Amândio José Ribeiro, ao longo de 28 anos, e que se espalha por cerca de 45 mostradores, quatro módulos interligados e um funcionamento pensado para durar dez mil séculos. Desligaram-no para o mudar de sítio e nunca mais ninguém o conseguiu pôr a trabalhar. Suíços, franceses, ingleses: todos rendidos, nenhum capaz de o decifrar.

A etapa conduziu os participantes, ao longo de cerca de 150 quilómetros, rumo a São Pedro do Sul. Pelo caminho, oportunidade única, mais uma, para conhecer o museu particular de Damião Cardoso, que conta com cerca de duas centenas de máquinas, dos anos 70 e 80, reunidos ao longo de 44 anos e que são hoje verdadeiras relíquias. Um deleite para todos os apaixonados pela história do automobilismo e motociclismo.
O Lés-a-Lés Clássico difere do “tradicional” pois pretende ser uma oportunidade dos participantes conhecerem ainda melhor os recantos de Portugal. Com etapas mais curtas, os participantes têm oportunidade de visitar e conhecer, ainda melhor, os locais visitados e naturalmente a gastronomia.





















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